30 de nov de 2009

AQUILO SEM NOME

Quero provar pão-de-mel salgado
Muito vale o inesperado
O sabor do sem explicação

Quero ver um céu lindo nublado
Num fim de tarde, desesperado
sair rompendo o portão

Quero o cheiro de leito quente
Travesseiro frio não há gente
que suporte, não

Ah, mas como é cômoda essa vida pacata
e não sei direito o que me falta
pra de passarinho virar faizão.

21 de nov de 2009

O que eu quero?

Estava deitado, tentava lembrar de um sonho que não lembrei.Tentava lembrar de coisas que nem sei se tive mesmo , simplesmente sentia que havia tido , mas estava dormindo, e dessa forma como poderia saber se havia mesmo pensado.

Não sei.Só sei que sentia e que sentia com dor por não lembrar.Isso, me causava angústia como se tivesse fome daquilo , como se meu coração fosse parar caso não lembrasse , como se minha vida só fizesse sentido se lembrasse, e ainda que perderia pra mim mesmo se não lembrasse.Havia escondido um segredo a sete chaves de mim mesmo.

E me dei conta.Se eu escondia algo de mim mesmo era por, provavelmente, não me fazer bem, e se não me fazia bem não gastaria o meu tempo procurando em minha memórias, o que havia esquecido, e o que deveria de lembrar.

No final, não sabia se tinha acontecido , não sabia se estava mentindo pra mim, e nem porque estava sentindo.Simplesmente levantei e o dia começou.Depois esquecerei de tudo, nem valerá a pena tentar lembrar,ou quem sabe posso puramente lembrar por fim, ou não.

A verdade é que não se sabe.

17 de out de 2009

SEMPRE PIEGAS

amor amigo
amor sofrido
amor bandido
amor aguerrido
amor escondido
amor fugidio
amor de dia
amor alegria
amor fraqueza
amor tristeza
amor

8 de out de 2009

Latente e Patente

pe
Na maior parte do tempo você está fazendo algo que não queria fazer. Na maior parte do tempo você não está onde no seu íntimo deseja. Na maior parte do tempo você nao está com as companhias com as quais, de verdade, gostaria de estar. Na maioria das vezes não consegue traduzir seus pensamentos com palavras. Nem com gestos. Na maioria das vezes questiona se fazer o meia-boca - porque o ideal não se pode fazer - vale a pena. E fica-se nisso. Vivendo uma meia-vida, realizando meias-ações. Será melhor ser muito bom em uma coisa ou ser razoável em mais de uma? Isso tudo é porque vivemos duas vidas: uma em função da outra. A que de fato vivemos em função da que idealizamos.

7 de set de 2009



To pensando em como as relações "amorosas" nos dias em que vivo são passageiras e como um só quer do outro aquilo que lhe convém e interessa. Essa é a lógica capitalista: o lucro. Depois que o negócio nao te serve mais, adeus! Joga-se fora, compra-se um novo. E assim os relacionamentos passam a ser descartáveis. Acredito que isso seja também produto das revoluções do século XX, principalmente. Uma coisa meio amor livre. Vai se culpar a quem quando uma relação não te satisfaz mais? Será que tem que trocar mesmo? Talvez o que falte seja a paciência (porque nao se tem mais tempo e se quer resultados instântaneos) de construir um lugar-comum entre duas pessoas. De se criar uma amizade, um entedimento, um compreender as razões, um conhecer de perto aquele com quem se partilha. Não sei se tem volta. Talvez aproveitar o que cada um tem de melhor a oferecer nao seja lá tão ruim mas que tem seus ônus, tem. Sempre tem.

1 de ago de 2009

DA ARTE


Já escrevi aqui sobre minhas dúvidas concernentes ao cerceamento que um regime socialista pode exercer sobre o artista e a liberdade de expressão. Claro, não há resposta peremptória. Eis aqui mais reflexões. Fui à uma exposição hoje que muito me interessava, sobre a arte de vanguarda produzida no início do século XX na Rússia. As peças abrangiam o contexto pré e pós-revolucionário. No início do governo de Lênin, se eu entendi corretamente, criou-se um instituto: Arte Aplicada, ou seja, quiseram dar uma "utilidade" à arte. Dessa forma, a arte foi aplicada ao design e os artistas então deixaram de atuar em ateliês para fazê-lo em escritórios, usando sua criatividade em prol da utilidade de algum objeto, tornando mais eficiente. Há aí uma incoerência pra mim, a arte é, por essência, inútil. Calma, não estou falando mal dela. Ser inútil não é algo necessariamente ruim. Enfim, não vou explorar aqui "minhas" teorias acerca disso, mas a minha questão é: será que o socialismo, tendo como premissa que a inutilidade da arte, a considera como algo supérfluo e por isso desejava que ela fosse aplicada e não meramente objeto de apreciação estética? Para o socialismo russo, então, a arte válida era somente a representativa da vida operária, das relações sociais, e a que fazia apologia ao regime?

29 de jun de 2009

Copiar é viver

Acho que aprendi a copiar , vou copiando um pouco aqui, um outro pouco acolá, e por mais que me digam que isso é não ter personalidade eu continuo copiando.Eu mudo uma coisa ou outra, coloco a minha letra na cópia e depois escrevo minha assinatura, colei mesmo.Pego olho pro lado rapidinho, vejo o que eu preciso se é a questão um , dois ou a mil e copio, mudo um pouco para o professor não perceber , mas nada muito além de parafrasear e continuo vivendo assim , de cópia em cópia, de cola em cola eu vou respodendo a minha prova de viver aqui.

Cezar March

21 de jun de 2009

Sem título , só coração

Se tenho o direito de viver,
na verdade faço dele obrigação, vira dever.
E como todo dever vou dar o mais de mim , vou encarar de frente , vou mostrar os anseios e comemorar cada vitória que me deu trabalho até exaustão.

Se tenho algum problema
vou satisfazer ele com a solução.
Se crescer é o meu mal necessário, cheio de racionalização,
vou crescer sem deixar de fora o que aprendi com a emoção de cada começo e fim de momentos que enfrento com a cabeça, o corpo e a compaixão.

Se o corpo e mente são as armas que tenho,
vou criar um modo de vida para os dois viverem em comunhão,
com dedicação vou levar a vida de mão dada para o Guia,
porque quero saber por onde ir, afinal de contas minha vista não é boa assim.


A vida é pequena sim , e por isso vou chegar até o fim da estação e partir para a próxima, bater as botas , tirar a areia , a lama , o barro e ir embora depois de ter certeza que completei a minha missão e que o descanso eterno seja sinômino de trabalho duro.

Cezar March

26 de mai de 2009

Tempo perdido

Estou maravilhado!Começei a perceber que meus queridos amigos estão dando passos importantes para o que desejam , estou vendo os primeiros empregos , estágios , a vida ficando agitada , a faculdade fazendo alguns penarem outros começando a participar do meio político.

Nossa isso é lindo, mas começei a perceber também que agora não os vejo tão mais assim, o mundo está tomando conta do nosso tempo e as brincadeiras na sala de aula já eram, os encontros até acontecem, embora sejam poucos que possam comparecer e os quais conseguimos avisar.Me afastei de vários , cada um tomando o seu caminho.Não sei parece que está díficil de vê-los com frequência,e com essa diminuição de frequência parece que perdemos a frenquência um com o outro mesmo, não gostamos mais das mesmas coisas , sei lá , não temos muitos assuntos, todavia nós ainda nem tivemos nossos filhos , nem ao menos nos casamos.Caramba! Quando estivermos casados então , já era. Não vamos mais ter tempo um para o outro.Nossas visitas serão talvez somente nos aniversários , se der pra ir.

Estamos cada vez mais longe , parece que a vida aproximou agente para separar depois , mostrar como somos diferentes um do outro, não sei.Na oitava série parecia tudo igual ,sim , é verdade uns gostavam de matemática outros de português e alguns até de biologia e química, mas era só isso.Será que foi isso que colocou agente tão longe um do outro?

Bom , só sei que era incrível aquela época, aliás era bem crível mesmo , todo mundo tem essa época , as brincadeiras , as risadas , as descobertas , as aulas com os professores chatos, as expulsões e até aquelas fofocas da festa de 15 anos do sábado passado.Caramba, faz pouco tempo , mas parece tanto.Queria viver aquilo de novo.

Nossa era tão bom os olhos da ignorância que eu tinha , pensava que aquilo nunca ia acabar e era papo da minha mãe que eu tinha que estudar,pois,meus amigos não iam estar para sempre comigo no futuro e o que ia importar era o estudo.Mas, acho que as amizades valeram , caso não as tivesse o que eu ia ter para reclamar agora , né?

Cezar Eduardo March Farias Segundo

12 de mai de 2009

Resgate - Apocalipse Now

Um dia sentado meditando
Procurando respostas
Pra essa grande piração
Morte, guerra, destruição
AIDS, câncer, solidão
Seu eu fosse você não iria dormir tão cedo
Porque eu não sei se você vai
Acordar no horário marcado
Dois numa cama, um será levado
No céu haverá aviões desgovernados
E pilotos também arrebatados
Na terra grande confusão
O que será que a todos engoliu?
O padeiro, a secretária, o motorista, o jornalista
O executivo e as crianças sumiram, sumiram
Na esquina do pecado o assunto então mudou
Todos confusos se perguntam
Onde estão os caretas malucos
Que contavam uma nova história
Que contavam uma nova história
Dizendo que o Filho do Homem viria para levá-los
A um outro lugar
No ouvido um grande alarido
Sinto a orquestra celestial
As trombetas fortes soaram
A ordem da volta foi selada
Os cavaleiros do apocalipse
Preparam sua montaria
A grande batalha, sinto, vai começar
A hora do mal a gente ve acabar
O fim está chegando e a mensagem foi passada
Olhe os sinais, pense que a chance foi lhe dada
Levante a mão e no fim comece o início
De uma nova vida

1 de mai de 2009

O ILÓGICO

As sociedades, acho que desde de sempre, porque não pode ter sido só a partir do Iluminismo, pensam logicamente. Isto é, buscam explicações na simples relação causa e efeito. Uma coisa meio Newton, meio behavorista. Só que, cara, as coisas não tem que fazer sentido nem significar nada. O significado, somos nós, humanos, que atribuímos às coisas. Ele não é intrínseco a elas. Daí tanto símbolo no mundo, ou signo não-verbal. O que eu quero dizer é que o que existe se basta na sua existência. Como a arte. Não necessita de análises. Não precisa de que se fique procurando razões. Não racionalizemos. Quem faz sentido é soldado.

30 de abr de 2009

Atípico

Já havia caído a noite quando eu vinha de um encontro com um amor meu, Cecília. Repentinamente, um senhor por volta dos 60, recém-saído de um carro, trajando terno, gravata, broche na lapela e óculos de grau abordou-me desculpando-se pela intromissão, mostrando, desta forma, hábitos de sua educação. Costumo ser solícita com transeuntes e assim procedi, já esperando que me pedisse auxílio acerca da localidade. Surpreendeu-me quando, no entanto, disse: “Estávamos te observando no carro desde quando você vinha caminhando da outra rua, e não podíamos tirar os olhos de ti. O seu andar é tão bonito, tão elegante, parece que está desfilando, um passo firme...” Porque minha reação foi um sorriso, ele quis saber se era comum elogiarem minha maneira de caminhar. Respondi que não, mas que, provavelmente, a razão do meu caminhar ser do jeito que é, é o balé. Ele gostou do fato de eu fazer balé e me perguntou o que mais eu faço da vida. Eu disse a verdade, “Eu faço Letras na Uerj”. A esta altura já indagava-me se suas reais intenções eram mesmo somente uma conversa esporádica. Logo eu, que gosto de falar com estranhos. Me contou que é desembargador. Fez Direito, Letras e Pedagogia. Perguntou mais sobre a minha dança e depois conversamos sobre poesia. “Desculpe-me a pergunta íntima, mas... de que poeta você gosta?” perguntou-me. “Um que eu gosto muito é o Ferreira Gullar, eu o acho fantástico!” respondi. “Ah, eu acho o Ferreira Gullar bom, mas ele fala muito de política.” “Então, é isso que eu gosto.” “Só que eu acho que poesia tem que ser uma coisa de dentro pra fora.” “Ah, nem me fala, isso me traz um angústia...eu fico nessa dúvida.” Disse-me que gosta de Cecília Meirelles, sobre quem aliás é sua monografia de Letras. “Eu já li alguma coisa dela em aula, e também tenho desde criança aquele livro dela ‘Ou Isto Ou Aquilo’. Ah, aliás, essa semana mesmo eu me lembro de ter lido um poema dela num texto da faculdade, mas não me recordo do nome.”Eu sabia que o tal poema tinha a palavra “canto”, contudo, não o disse. No fim de nossa conversa sobre Cecília ele me recitou a poesia. Não era justamente a que eu li na segunda-feira? Depois, ao retornarmos a Ferreira Gullar ele mencionou uma de suas poesias que foi musicada. Não era uma das poesias do Gullar que eu mais gosto, Traduzir-se?”Antes de voltarmos às nossas normalidades ainda falamos de Guimarães Rosa, Shakespeare. Encantador e muito surpreendente alguém te abordar assim na rua, nessa pós-modernidade louca na qual vivemos cada qual na sua bolha. Meu celular tocou. Acordei. Fui embora. E agora lerei Cecília.

22 de abr de 2009

Mais do mesmo


Será que ainda é cedo para dizer que estamos presos nessa geração coca-cola.Sem fundamento , só com as vendas e compras e ficando felizes pelos novos sofás da sala e aquela casa na praia.
Eduardo e Mônica me ensinaram que o amor é algo que não temos compreensão, que só a vivência pode me mostrar. Mas outros falam que isso é tempo perdido , que amor , compreensão e todas a variações não são nada.Acho que os índios sabiam viver isso melhor que agente , não que isso os torne melhor ou piores que nós , entretanto acho que eles sabiam melhor que nós.
O Brasil, no meio dessa crise eu olho e penso : que país é esse?O qual as pessoas trabalham e trabalham e não vai pra frente. Mais fácil as pessoas acreditarem em árvores que falam do que no políticos , tudo bem estória para não confiar temos , porém será que esses motivos tem validade mesmo , será que o caboclo do nosso faroeste sabe mesmo o que diz , quando fala que político não presta ou é mais uma onda de motivação, há tempos ouvimos esse discurso.
Está dífcil realmente de se viver pais e filhos se matando todo dia , um contra o outro , em quem iremos nos apoiar , se nem a família é uma base mais.Meninos e meninas , recebendo influência o tempo todo da mídia , vivendo de cara para televisão e esse meio que transmite minha mensagem , sem sentir o vento no litoral do nosso país.
É verdade , não dá para ser uma perfeição , mas será que tem que ser assim como está mesmo.Não daria para pegar o quadro-negro um giz e começar a reescrever tudo que está errado para consertar, sabe igual os professores faziam na correção de provas quando eu tinha meus dezesseis.

Vamos ver se resolvemos isso antes das seis ?

Cezar Eduardo March

13 de abr de 2009

Fugindo


Quero ser sincero e sério hoje estou cansado , às vezes sou o que não sou , às vezes sou o que era pra ser e não tá certo . Estou procurando o meio termo e não acho , não acho mesmo .E você já se conheceu um pouco mais hoje? Eu não me conheci em nada hoje , não sei o que tenho de mais importante, não sei o que quero , mas vamos lá estou aí pro que dê i vie, não é assim que se fala.Não se sabe bem o que é , porém não para não vai lá , tá maneiro po.Corre mesmo, porque ônibus vai entrar no trânsito e ir devagar , isso parece estranho pra você ?Pra mim parece muito estranho , você corre e corre pra entrar no ônibus cheio e esperar ele ir indo indo indo indo até chegar parado. Po , me parece muito melhor ter ido andando ou ter ficado parado ou sei lá bicicleta . Não sei , embora para mim seja estranho. Mas fugindo pra lá fugindo pra cá queria fugir mais uns anos , mas não sei de que , nem quanto , nem quando ou de quem , são os "qs" da minha vida , entretanto a fuga continua e vamos nessa .


Sei lá , acho que Cezar

4 de abr de 2009

Sempre fico pensando se o socialismo é justo com o homem. Parece óbvio: é claro que é justo, seu objetivo é exatamente esse, promover a igualdade e, portanto, a justiça entre os homens. Por esse ponto de vista ele é justo, ou pelo menos tenta, mas estou falando em ser justo com as ambições e com as diferenças humanas. Falemos a verdade, os homens não são iguais. São diferentes e acredito que devido até mesmo a fatores biológicos e não somente sociológicos. Uns querem pouco e outros não se satisfazem com o necessário, os gostos são desiguais, as ganâncias são desiguais. Assim sendo, implantar o socialismo seria por as pessoas em camisas de forças,limitando a criatividade, aprisionando suas liberdades, e suas vontades pelo bem maior, que é o bem de todos. E sacrificar-se pelo bem de todos é justo ou injusto?
Não estou dizendo que o capitalismo é um mar de justiça social. Seria se promovesse às pessoas as mesmas chances de prosperar na vida, mas – todos nós bem sabemos – se você nasceu na favela ou no interior dos infernos suas chances de prosperar financeira e profissionalmente são reduzidas. Não culpem o capitalismo! Sua proposta nunca foi essa, até porque não houve nenhuma. O capitalismo nasceu naturalmente das ambições do homem, da vontade do artesão de produzir mais e do comerciante de executar mais trocas de mercadoria, de obter mais lucro, ou seja, nunca teve compromisso com o social e aí é que entram (entrariam) os governos, tentando reparar esse descaso.
O socialismo, ao contrário, nasceu de cérebros geniais e sua intenção é boa, extinguir as classes, dar o poder a quem, na verdade, tem o poder de produção: o operariado. O problema se deu na implantação da teoria. Aconteceu que a ideologia não se encaixou ao mundo pragmático e falhou. Sem problemas, o homem é falho. E agora? Tinham que reformular a teoria a fim de faze-la encaixar-se melhor à realidade... Quem se habilita?


Eu não entendo nada de capitalismo e socialismo, essas são só opiniões bobas de, admito, uma pequena-burguesa.


Mariana Cerino Calazans

1 de fev de 2009

Confuso?

Faz-se as coisas sem se ter certeza. A gente nunca sabe se o outro caminho nos levaria a um lugar melhor. Talvez seja essa imprevisibilidade da vida que a torne interessante. A mim isso me parece meio argumento de mãe. “Por que as coisas não são do jeito que a gente quer, mãe?” “Já imaginou, filho, como seria chato? A gente não ia ter que lutar por nada, trabalhar por nada...” E é fato. Um mundo previsível é um mundo sem ideologias, sem razões para se unir forças. Se sempre se soubesse que o que se faz é a melhor maneira de se proceder, não haveria imprevistos, não haveria o fato de que ao sair 5 minutos mais cedo, ou mais tarde, de casa o curso do seu dia não seria o mesmo, nem o do seu ano, nem as ações que te definem (nossas ações nos definem?).
Enfim, essa coisa ética que nos faz proceder da melhor maneira levando os outros em conta é algo de mais bonito que pode haver no ser humano. Esse sentimento (eu sei, é piegas) de igualdade, embora não sejamos iguais, é uma das boas categorias de coerção social. Aliás, não sei.
Há a vida que desejamos e a vida que levamos em busca da que desejamos. Pelo menos busque. Ou não.




Fodam-se meus professores, isso nao e escrita academica!
Mariana

14 de jan de 2009

Samba quem não gosta?



Toda vez que entra essa época de verão, acho que sinto meu momento carioca. Sempre chegando perto do carnaval me sinto um pouco sambista, não sei ao certo.Esse momento de praia e ver as pessoas tomando chopp e coco gelado em cada esquina.Esse sentimento de aproveitar nossa vida , esse momento carioca de praia, de banho de mar , de lavar nossas almas.Na verdade , não sei ao certo o que acontece, porém nessa época todo mundo sabe quem foi Jamelão , nessa época as pessoas escutam Cartola e porque não falar que escutam Bossa Nova que tem bases no samba.

Engraçado agora eu gosto de ouvir um cavaquinho bem tocado , um violão , um pandeiro.Agora gosto de ouvir Zeca pagodinho , Fundo de Quintal , Chico Buarque e outros tantos mais.Porquê ?Será que nessa época que surge nosso espírito de carioca mesmo? As nossas raízes.

Samba que já foi tão marginalizado hoje é música popular de verdade , não só do povo , mas também das classes mais altas.Será que isso tá dentro de nós o ano todo e só agora que aflora.

Ainda existe muito preconceito com o samba ,entretanto não tem ninguém que escute e diga que não gostou.Afinal de contas quem iria odiar uma coisa que fala de nós , que fala do dia-a-dia, não é verdade?

Hoje escuto samba , mas será que quando chegar no meio do ano vou continuar.Verdade mesmo é que esse clima de samba é bom.

Isso aqui não tem nenhum fim jornalístico ou algum fim reflexivo , só uma demonstração de algo que acontece no verão, em janeiro e fevereiro.Que calor, num é ?









Cezar Eduardo March Farias Segundo